O governo brasileiro segura há dois meses o aval necessário para que “Israel” seu nome embaixador no Brasil. “Israel” solicitou em janeiro ao Ministério das Relações Exteriores o “agrément” (anuência antes da designação formal de um embaixador) para enviar como chefe da missão, o diplomata Gali Dagan.
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Dagan é ex-embaixador de “Israel” na Colombia e deixou o país em junho passado, depois que o presidente colombiano, Gustavo Petro, decidiu romper relações com “Israel” por causa da guerra genocida na Faixa de Gaza.
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Se o aval não for mesmo dado, o governo Lula estará, na prática, rebaixando o relacionamento com Israel, que passará a ser representado no Brasil apenas por um encarregado de negócios (de nível hierárquico inferior).
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O Itamaraty afirmou que processos de substituição de embaixadores são “rotineiros e sigilosos até a concessão do agrément” e que, portanto, não comentaria o assunto. A embaixada de Israel em Brasília também não se manifestou.
LULA SEGURA AVAL PARA NOVO EMBAIXADOR ISRAELENSE NO BRASIL
