Os Estados Unidos anunciaram a apreensão de um petroleiro de bandeira russa no Atlântico Norte e informaram que pretendem processar judicialmente a tripulação, sob acusação de violar sanções norte-americanas. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a ação foi realizada com base em mandado expedido por um tribunal federal, em operação conjunta do Departamento de Justiça, do Departamento de Segurança Interna e do Pentágono. Segundo Washington, o navio integraria uma chamada “frota fantasma venezuelana”, utilizada para transportar petróleo sujeito a sanções.
O Comando Europeu dos EUA (EUCOM) confirmou a detenção da embarcação, registrada nos Estados Unidos como M/V Bella 1, abordada pela Guarda Costeira em águas internacionais. O secretário de Defesa Pete Hegseth declarou que o bloqueio ao petróleo venezuelano — “tanto sancionado quanto ilícito” — segue em vigor globalmente, reforçando a disposição do governo Trump de aplicar sanções extraterritoriais no setor energético.
A Rússia reagiu duramente. A empresa BurevestMarin denunciou perseguição naval ao petroleiro Marinera, alegando que a embarcação navegava sem carga e vinha sendo monitorada por dias, inclusive com apoio aéreo de aeronaves P-8A Poseidon da Marinha dos EUA. O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que a ação ocorreu a milhares de quilômetros da costa americana e acusou Washington de violar o princípio da liberdade de navegação em alto-mar, elevando a tensão entre as duas potências.

