Após sete anos tentando engravidar, a palestina Sahar al-Majdalawi perdeu o primeiro filho depois de caminhar por horas até um hospital em Gaza, sem acesso a transporte por causa dos bombardeios israelenses. Ao chegar ao Hospital Al-Awda, médicos constataram que o feto já não apresentava batimentos cardíacos.
O caso reflete uma realidade cada vez mais comum na Faixa de Gaza. Desde o início da ofensiva israelense, em outubro de 2023, o número de abortos espontâneos aumentou drasticamente, em meio à destruição da infraestrutura de saúde e às dificuldades de acesso ao atendimento médico.
Segundo a Federação Internacional de Planejamento Familiar, no auge da guerra a taxa de abortos espontâneos foi cerca de 300% superior à registrada antes do conflito. Atualmente, são cerca de 460 abortos por mil nascimentos, contra 140 por mil em 2022.
29/07/2026











