Há mais de sete décadas, o regime israelense mantém um dos arsenais nucleares mais sofisticados do mundo sem aderir ao Tratado de Não Proliferação Nuclear nem se submeter às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica. Sua política de “ambiguidade nuclear” constitui, na prática, um privilégio sustentado pelo silêncio das potências ocidentais.
Esse excepcionalismo, respaldado principalmente pelos Estados Unidos e pela França, compromete a estabilidade regional e esvazia a credibilidade do sistema global de desarmamento. Como advertiu o representante iraniano em Viena, a posse de armas nucleares por “Israel” e sua recusa em aderir ao TNP estão entre as maiores ameaças ao regime internacional de não proliferação.
A tolerância ocidental revela uma ordem jurídica submetida à conveniência geopolítica, que separa potências nucleares “aceitáveis” e “inaceitáveis”. Denunciar essa hipocrisia estrutural é indispensável para impedir que as instituições internacionais continuem protegendo “Israel” enquanto são instrumentalizadas contra os países que desafiam seu privilégio.
30/08/2026











