Nos três anos da Operação Dilúvio de Al-Aqsa, o historiador Sayid Marcos Tenório avalia que “Israel” não transformou sua superioridade militar em vitória política. Para ele, a devastação de Gaza não eliminou a luta palestina por liberdade. “A capacidade de destruir um território não confere o direito de dominar seu povo”, afirma, lembrando que o conflito antecede outubro de 2023 e tem raízes nas expulsões da Nakba, na ocupação e no cerco.
Tenório considera que o período abalou a percepção de invulnerabilidade israelense, ampliou a solidariedade mundial à Palestina e expôs os limites dos acordos regionais que marginalizam os palestinos. Também critica os padrões duplos dos governos ocidentais e sustenta que não haverá paz duradoura sem o fim da ocupação e a garantia de direitos.
O historiador cobra proteção efetiva dos civis, acesso humanitário, reconstrução e responsabilização pelos crimes, além de medidas concretas dos governos, inclusive do Brasil. “Nenhum povo pode ser condenado à submissão ou ao desaparecimento. A Palestina não pede licença para existir”, conclui.
07/10/2026











