Flávio Bolsonaro (PL) pretende reformular o Itamaraty seguindo o modelo adotado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, caso seja eleito presidente. Segundo reportagem de Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, a proposta foi apresentada em reuniões reservadas por Marcos Degaut, responsável pelas discussões de política externa da campanha.
A reforma americana, que alinhou a diplomacia às prioridades de Donald Trump, eliminou cerca de 1.300 postos, fechou departamentos e ampliou o peso das indicações políticas. Atualmente, apenas 9% dos embaixadores americanos pertencem à carreira diplomática, contra percentuais históricos entre 57% e 74%.
No Brasil, o projeto prevê metas de exportação, investimentos e expansão comercial para diplomatas, além de mudanças nos critérios de promoção, reduzindo o peso da antiguidade. A proposta sinaliza uma possível reorientação do Itamaraty, inspirada na política externa de Washington, e levanta questões sobre a autonomia e a profissionalização da diplomacia brasileira.
11/10/2026











