Estudantes e funcionários palestinos, atuais e antigos, entraram com uma ação judicial contra a Universidade Columbia, em Nova York, acusando a instituição de discriminação desde o final de 2023. O processo sustenta que a universidade falhou em protegê-los de assédio e adotou procedimentos disciplinares injustos e tendenciosos.
Columbia tornou-se um dos principais centros das mobilizações universitárias contra a ofensiva israelense em Gaza e o apoio dos Estados Unidos a “Israel”. Os protestos, que se espalharam por universidades norte-americanas e europeias, também reivindicaram o desinvestimento em empresas vinculadas à ocupação israelense. Em maio de 2025, Columbia suspendeu mais de 65 estudantes após uma manifestação na biblioteca principal.
A repressão ocorreu enquanto a universidade negociava com o governo Trump, que ameaçava cortar recursos federais sob a acusação de que a instituição tolerava o “antissemitismo”. Manifestantes, incluindo estudantes judeus, rejeitaram essa associação, afirmando que condenar a guerra em Gaza e a ocupação dos territórios palestinos não constitui antissemitismo, mas defesa dos direitos do povo palestino.
12/08/2026











