O historiador palestino Dirgham Faris contestou a tentativa israelense de usar a descoberta de uma caverna funerária do período do Segundo Templo, em Silwan, Jerusalém, como comprovação de uma continuidade histórica entre os antigos judeus da Palestina e os atuais israelenses.
Faris reconhece a importância histórica do judaísmo na Palestina, mas sustenta que os palestinos são descendentes das populações que habitaram continuamente o território e passaram, ao longo dos séculos, pelo judaísmo, cristianismo e islamismo. Para ele, o patrimônio arqueológico pertence à história plural da Palestina.
Segundo o historiador, uma ligação religiosa com a Terra Santa pode fundamentar peregrinação e turismo religioso, mas não constitui direito de ocupação ou soberania territorial. A declaração responde à interpretação israelense de que os achados arqueológicos reforçariam antigas reivindicações judaicas sobre Jerusalém.
29/08/2026











