Seis meses após o início da guerra de agressão contra o Irã, o historiador e especialista em Relações Internacionais Sayid Tenório avalia que os Estados Unidos e “Israel” fracassaram em seus principais objetivos. O governo iraniano não caiu, o Estado preservou sua capacidade de dissuasão e o Eixo da Resistência não foi destruído.
Segundo Tenório, a ofensiva pretendia muito mais do que atingir instalações militares e nucleares: buscava desestabilizar a República Islâmica e impor uma nova ordem regional sob hegemonia sionista e proteção militar norte-americana. Em vez de uma vitória rápida, porém, o conflito transformou-se numa prolongada guerra de desgaste, revelando também a vulnerabilidade das monarquias do Golfo e os limites do poder dos EUA no Estreito de Ormuz.
Para o historiador, a guerra acabou produzindo efeitos contrários aos planejados por Washington e Tel Aviv. “O Irã permanece de pé, o Eixo da Resistência não desapareceu e a prometida supremacia regional israelense continua distante. A guerra destinada a criar uma nova Ásia Ocidental pode estar produzindo outra — mas não aquela que os Estados Unidos e ‘Israel’ imaginaram”, conclui.
30/08/2026











