As autoridades israelenses passaram a impor seu currículo a mais de 45 mil estudantes palestinos das escolas públicas de Jerusalém Oriental. A medida atingirá cerca de 38% dos alunos, incluindo todas as novas turmas do primeiro e do sétimo ano.
A Autoridade Palestina classificou a decisão como uma escalada sem precedentes desde a ocupação da cidade, em 1967. O currículo israelense marginaliza temas centrais da história palestina, como a Nakba, os prisioneiros e a própria questão de Jerusalém.
Para os palestinos, a medida integra uma ofensiva sistemática contra o setor educacional e busca apagar sua identidade nacional e cultural. A escola torna-se, assim, um campo de disputa pela memória, pela consciência e pela identidade das novas gerações.
02/09/2026











