Casos de sarna, coceira intensa, feridas e sangramentos vêm agravando as condições de saúde de palestinos detidos em prisões israelenses, segundo a Comissão de Assuntos de Prisioneiros e Ex-Prisioneiros. A entidade denuncia que superlotação, higiene precária e atendimento médico insuficiente favorecem a disseminação das doenças de pele.
Na prisão de Damon, a palestina Maha Abdel Rahman Rifai, de 55 anos, relata que contraiu sarna durante o cativeiro e que a doença se espalhou entre as prisioneiras. A coceira intensa teria provocado feridas, sangramentos e privação de sono, sem que o tratamento necessário fosse concluído.
Rifai, que também sofre de problemas crônicos nas articulações, joelhos e coluna, afirma ter recebido assistência médica extremamente limitada. Seu caso é apresentado pela Comissão como exemplo das condições enfrentadas por prisioneiros palestinos, nas quais doenças contagiosas e falta de tratamento adequado ampliam o sofrimento dentro das prisões.
05/10/2026











