O plano econômico de Flávio Bolsonaro (PL), conhecido como “tesouraço”, prevê mudanças nas regras de reajuste dos gastos públicos, com possíveis impactos sobre saúde, educação, aposentadorias e salário mínimo. A proposta é apresentada como uma estratégia de contenção das despesas e da dívida pública.
Para Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit/Unicamp), as medidas são temerárias e podem comprometer o crescimento econômico. Ela contesta a ideia de que reduzir investimentos em áreas essenciais seja a única alternativa para controlar a dívida pública.
A economista também acusa os formuladores do plano de priorizarem as expectativas do mercado financeiro, sem esclarecer os riscos sociais e econômicos das medidas. “O crescimento do país será muito comprometido”, alertou, destacando os possíveis prejuízos aos serviços públicos e à população.
11/10/2026











