O ajuste fiscal do presidente argentino Javier Milei, apontado como referência pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL), foi acompanhado de uma queda de 53% no número de novos aposentados entre o primeiro semestre de 2024 e o mesmo período de 2026. Segundo dados dos Boletins Estatísticos da Previdência Social, as concessões recuaram de 213,9 mil para 99,6 mil.
A redução ocorreu após Milei deixar expirar, em março de 2025, a moratória que permitia regularizar períodos sem contribuição previdenciária. Sem esse mecanismo, muitos trabalhadores passaram a depender da Pensão Universal para o Idoso (PUAM), equivalente a 80% da aposentadoria mínima, concedida apenas a partir dos 65 anos.
No Brasil, a experiência argentina entrou no debate eleitoral diante da proposta de amplo corte de gastos públicos defendida por Flávio Bolsonaro. Lula cobra do adversário esclarecimentos sobre quais despesas seriam reduzidas e quem seria afetado, enquanto as mudanças na Previdência argentina alimentam discussões sobre os possíveis impactos sociais de medidas semelhantes.
14/10/2026











