O líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, afirmou que os eleitores votaram pelo fim da era Netanyahu, enquanto o primeiro-ministro reivindicou um governo de direita. As projeções iniciais apontavam empate entre os dois blocos, com 51 cadeiras cada; resultados parciais posteriores indicavam 54 para Netanyahu e 47 para Eisenkot, ambos abaixo das 61 necessárias.
Os partidos liderados por árabes poderiam conquistar 19 cadeiras, ante as atuais dez, tornando-se decisivos nas negociações. Entretanto, Eisenkot e Netanyahu já rejeitaram coalizões com essas legendas. Netanyahu chegou a classificar a possibilidade de trabalhar com líderes árabes como uma “vergonha e uma desgraça”.
O ex-embaixador israelense Alon Pinkas avaliou à Al Jazeera que essa exclusão dificulta a formação de governo: os árabes não podem ser marginalizados e procurados apenas quando seus votos são necessários. Enquanto isso, Smotrich reafirmou a expansão dos assentamentos na Cisjordânia ocupada, evidenciando a continuidade da agenda colonial da extrema direita.
28/10/2026











