James Harrison, conhecido mundialmente como o “Homem do Braço de Ouro”, faleceu aos 88 anos na Austrália, deixando um legado extraordinário de solidariedade. Ele morreu pacificamente durante o sono, em uma casa de repouso, no dia 17 de fevereiro de 2025, conforme anunciado por sua família na segunda-feira. Harrison dedicou mais de seis décadas de sua vida à doação de plasma sanguíneo, contribuindo para salvar a vida de mais de dois milhões de bebês.
O segredo de sua contribuição estava em seu sangue, que continha um anticorpo raro chamado “Anti-D”. Esse anticorpo foi essencial na produção de medicamentos que protegem fetos do eritroblastose fetal, uma condição potencialmente fatal causada por incompatibilidade de fator Rh entre mãe e bebê. A doença, também conhecida como hemólise, pode levar à destruição dos glóbulos vermelhos do feto, resultando em abortos ou complicações graves. Graças às doações regulares de Harrison, iniciadas aos 18 anos, milhões de gestantes receberam tratamento preventivo, garantindo o nascimento saudável de seus filhos.
Harrison começou a doar após prometer retribuir a transfusão que salvou sua vida durante uma cirurgia na adolescência. Ao longo de sua trajetória, ele realizou mais de mil doações, um recorde que o tornou uma figura icônica na Austrália e no mundo. Sua morte foi lamentada por familiares, médicos e pela comunidade científica, que o celebram como um herói silencioso. “Ele foi um exemplo de generosidade”, declarou um porta-voz da família. Harrison deixa um impacto eterno na medicina e na vida de incontáveis famílias.
MORRE O “HOMEM DO BRAÇO DE OURO”
