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A LUCRATIVA INDÚSTRIA DO GENOCÍDIO NA PALESTINA

O sonho de um refúgio seguro para os judeus no final do século XIX transformou-se, hoje, na principal causa do ressurgente antissemitismo. A indústria armamentista de Israel, que lucrou US$ 14,8 bilhões em 2024, prospera às custas do genocídio em Gaza, reconhecido após 21 meses de violência. Empresas como DIPOL, TECHBIZ, MEPROLIGHT e CELLEBRITE, que fornecem tecnologia de vigilância e armas, incluindo contratos de R$ 37 milhões com São Paulo, testam seus produtos em palestinos, promovendo um selo cínico de “Testado!”.

Essas empresas, muitas ligadas a ex-militares israelenses, recebem bilhões em incentivos dos EUA, como o acordo de US$ 38 bilhões até 2028, além de US$ 17,9 bilhões adicionais em 2024. A opacidade dessas transações mascara a cumplicidade com o apartheid e a limpeza étnica. No Brasil, câmeras que vigiam a Cisjordânia também monitoram favelas, como o Complexo do Alemão, integrando um ciclo de vigilância e morte.

O Deputado Guilherme Cortez (PSOL-SP) propôs vetar esses contratos, argumentando que o dinheiro público fomenta o genocídio. A alternativa, como parcerias com países do BRICS, seria mais barata e ética. Comprar de Israel endossa um regime que viola o Direito Internacional, promove apartheid e testa armas em civis. O Brasil deve apoiar o veto de Cortez e rejeitar tecnologias que sustentam regimes opressivos, reafirmando valores democráticos contra supremacia e racismo.

Texto original por Melina Manasseh, em FEPAL.

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