O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abás Araqchi, comentou neste domingo, durante o primeiro segmento da Cúpula dos BRICS, sobre as consequências dos recentes ataques de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica, e advertiu que “as consequências dessa guerra de agressão não se limitarão a um único país”.
“Toda a região, e além, sofrerá”, afirmou o chefe da diplomacia iraniana, que detalhou que os ataques israelenses deixaram mais de 6.000 civis mortos e feridos, ao mesmo tempo em que insistiu que “todo o sistema de direito internacional baseado nas Nações Unidas está sendo minado e deixado de lado em favor da violação das leis e do unilateralismo malicioso”.
Ele destacou que, como uma voz reconhecida do Sul Global, “os BRICS devem cumprir seu papel como defensores firmes do direito internacional e do multilateralismo”.
Insistiu que essa postura do grupo apoiará “os princípios fundamentais das Nações Unidas: a igualdade soberana de todas as nações, o não uso da força e a resolução pacífica de disputas”.
Classificou a agressão de Israel e dos EUA como um golpe letal à diplomacia, ao Estado de Direito e ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).
Afirmou que os ataques contra as instalações nucleares iranianas, de caráter pacífico e, naquele momento, supervisionadas pelas Nações Unidas, violaram flagrantemente o TNP e a Resolução 2231 do Conselho de Segurança, que aprovou por consenso o programa nuclear pacífico do Irã em 2015.











