A Copa do Mundo de 2026 já enfrenta uma crise de diplomacia esportiva antes mesmo de começar. Árbitros foram barrados, profissionais credenciados deportados, delegações submetidas a constrangimentos migratórios e até símbolos históricos censurados. O caso mais simbólico foi o da seleção do Haiti, obrigada pela FIFA a retirar referências à Batalha de Vertières, marco da independência haitiana.
Ao mesmo tempo, a FIFA manteve silêncio diante do veto ao árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, da deportação de um fotógrafo iraquiano e das dificuldades enfrentadas por delegações africanas. Os episódios levantam críticas sobre um possível tratamento desigual a representantes do Sul Global.
Enquanto Canadá e México buscam preservar o caráter internacional do torneio, a passividade da FIFA diante das restrições impostas pelos Estados Unidos coloca em xeque o discurso de que o futebol une os povos. Se a situação persistir, a Copa de 2026 poderá ser lembrada tanto pelas barreiras políticas quanto pelo espetáculo esportivo.
12/06/2026











