A Fifa proibiu o uso da camisa principal do Haiti na Copa do Mundo de 2026 por considerar que a homenagem à Batalha de Vertières (1803), marco da Revolução Haitiana contra o colonialismo francês, violaria o princípio de neutralidade política. A decisão gerou críticas por atingir um símbolo da luta de libertação da primeira república negra independente do mundo.
Críticos apontam uma contradição na posição da entidade: ao mesmo tempo em que veta referências históricas em uniformes, a própria Fifa mantém como protocolo oficial a execução dos hinos nacionais antes das partidas. Para eles, os hinos representam expressões explícitas de identidade nacional e poder estatal, o que enfraquece o argumento da neutralidade absoluta nos gramados.
A controvérsia também reacendeu questionamentos sobre o tratamento dado a países do Sul Global. Enquanto o Haiti enfrenta restrições simbólicas, a Fifa foi acusada de omissão diante das dificuldades impostas pelos Estados Unidos à delegação do Irã, incluindo negativas de vistos para integrantes da comissão técnica e obstáculos logísticos durante a preparação para o torneio, sem que a entidade adotasse medidas públicas contra o país anfitrião.
18/09/2026











