A revista norte-americana Foreign Affairs criticou a ofensiva militar de Donald Trump contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, classificando-a como exemplo dos erros estratégicos recorrentes da política externa dos Estados Unidos. Segundo a publicação, Washington iniciou a guerra sem objetivos claros e alterou repetidamente suas justificativas.
A análise destaca que os objetivos norte-americanos oscilaram entre derrubar o governo iraniano, conter seu programa nuclear e reabrir o Estreito de Ormuz, cuja navegação foi afetada após o início dos ataques. Para a revista, a intervenção produziu resultados desastrosos para as ambições de Washington e para a estabilidade regional.
A Foreign Affairs compara o episódio a fracassos históricos, como a Guerra do Vietnã, e critica a confiança excessiva dos EUA em sua superioridade militar. A publicação conclui que poder de fogo e avanços tecnológicos não substituem uma estratégia política, podendo resultar apenas em mais mortes, gastos bilionários e perda de legitimidade internacional.
20/10/2026











