Líderes da oposição israelense criticaram duramente a nova doutrina de segurança apresentada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu neste domingo (18), a nove dias das eleições gerais. Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior, afirmou que o documento revela a ausência de uma estratégia consistente, enquanto Yair Lapid o classificou como superficial e estranho.
A proposta reúne dez princípios de segurança, incluindo o fortalecimento da capacidade ofensiva do Exército e a criação de zonas tampão regionais. Netanyahu também apresenta as operações militares contra Irã, Gaza, Líbano e Iêmen como êxitos estratégicos.
O documento sustenta que os ataques ao Irã impediram uma suposta ameaça nuclear iminente e enfraqueceram movimentos de resistência na região. A oposição acusa Netanyahu de recorrer à retórica militar para desviar a atenção dos fracassos de seu governo às vésperas das eleições, enquanto a justificativa de uma ameaça nuclear imediata permanece contestada.
19/10/2026











