A queda da bolsa e a alta do dólar após a reeleição de Lula acompanham pressões do mercado financeiro por cortes no orçamento. Guilherme Boulos classificou a cobrança como “chantagem da Faria Lima”, enquanto Gleisi Hoffmann criticou o autoritarismo de setores financeiros que exigem medidas com impacto nas políticas sociais.
Em entrevista ao Brasil de Fato, a economista Laura Carvalho afirmou que o mercado reúne interesses distintos, mas reconheceu que havia apostas na vitória de Flávio Bolsonaro. Segundo ela, movimentos especulativos alimentaram uma espiral de expectativas, enquanto representantes de instituições financeiras passaram a cobrar do governo um ajuste semelhante ao defendido pelo candidato derrotado.
Para Carvalho, essa pressão busca impor a Lula um programa rejeitado nas urnas, que previa restrições a benefícios sociais e aos reajustes dos aposentados. A economista avalia que o medo dessa agenda foi um dos fatores da vitória petista e sustenta que o governo não adotará o programa de Flávio.
05/11/2026











