Autoridades do estado de Minnesota entraram com ação judicial em 25 de março de 2026 contra o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O processo busca acesso a provas para investigar os assassinatos de Renee Good e Alex Pretti, além de um terceiro caso de tiroteio não fatal envolvendo agentes federais em Minneapolis. O governo federal se recusa a cooperar, alegando falta de jurisdição estadual sobre os casos. O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, classificou a postura como “extremamente incomum” e politicamente arbitrária. A disputa expõe tensões entre autoridades locais e o aparato federal estadunidense em meio a um cenário mais amplo de militarização e conflito externo.
Segundo o processo apresentado pelo estado, a recusa do governo Trump em fornecer evidências impede a condução de uma investigação independente sobre ações de agentes federais em território estadual. Keith Ellison declarou: “Isso é extremamente incomum. É algo arbitrário, caprichoso, que vem de Washington e tem implicações assustadoras para outras partes do país”, destacando o risco de precedentes que limitem a responsabilização de forças federais.
Representantes do governo estadunidense argumentam que Minnesota não possui autoridade legal para investigar os tiroteios, consolidando uma disputa institucional que levanta questionamentos sobre transparência e controle civil sobre forças federais. O embate ocorre em um contexto de crescente centralização de poder em Washington, especialmente em temas ligados à segurança interna e imigração.









