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COMISSÃO RECONHECE QUE DITADURA ASSASSINOU JUSCELINO KUBITSCHEK

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos reconheceu oficialmente que a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 1976, foi um assassinato cometido durante a ditadura militar. A decisão, aprovada nesta sexta-feira (29), determina a retificação da certidão de óbito para registrar a responsabilidade do Estado brasileiro.

O relatório, elaborado após dois anos de investigação pela historiadora Maria Cecília Adão, concluiu que o suposto acidente que matou JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro, foi intencional. A apuração identificou ao menos 37 fraudes, além de ocultação e destruição de provas.

A conclusão também desmonta a versão de que um ônibus teria provocado a colisão, hipótese rejeitada pelo Ministério Público Federal. O novo entendimento contradiz a Comissão Nacional da Verdade, que em 2014 havia tratado as mortes como acidente.

31/05/2026

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