Mais de 2.300 colonos israelenses extremistas invadiram nesta quinta-feira os pátios da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, sob forte proteção das forças de ocupação e sob o pretexto de celebrar um feriado judaico. A incursão foi liderada pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, acompanhado por parlamentares do partido Likud.
Durante a ação, os colonos entoaram cânticos, desfraldaram bandeiras israelenses e realizaram rituais religiosos em frente à Cúpula da Rocha. Para garantir a entrada dos grupos, as forças israelenses cercaram a Cidade Velha e impediram o acesso de fiéis muçulmanos, com relatos de agressões contra pessoas que tentavam chegar ao local para orar.
O Ministério de Assuntos Religiosos e Doações de Jerusalém condenou a incursão, classificando-a como uma violação do status histórico e jurídico da Mesquita de Al-Aqsa. A instituição afirmou que as ações buscam impor uma divisão temporal e espacial do complexo, considerado um patrimônio islâmico de direito exclusivo da comunidade muçulmana.
23/07/2026











