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PRISIONEIRAS PALESTINAS DENUNCIAM ESPANCAMENTOS, RETIRADA FORÇADA DO HIJAB E ATAQUES COM GÁS

O Gabinete de Imprensa dos Prisioneiros denunciou nesta segunda-feira (19) graves violações cometidas por agentes penitenciários israelenses contra mulheres palestinas encarceradas. Segundo a organização, 17 prisioneiras foram submetidas à retirada forçada do hijab e à exposição dos cabelos, enquanto outras sofreram espancamentos, isolamento e ataques com gás lacrimogêneo e spray de pimenta dentro das celas.

De acordo com o comunicado, agentes obrigaram detentas a permanecer de bruços durante uma hora e lançaram substâncias irritantes em celas e chuveiros. Uma cela com 15 mulheres, incluindo idosas, teria sido atingida, provocando vômitos e dificuldades de locomoção. Uma prisioneira grávida precisou de atendimento médico após ter seu estado de saúde agravado pela exposição ao gás.

O Clube dos Prisioneiros Palestinos informou que 87 mulheres palestinas permanecem detidas em prisões israelenses, incluindo 21 sob detenção administrativa, sem acusação formal ou julgamento. A entidade também denunciou o isolamento prolongado da jornalista Bushra Al-Taweel, submetida a cerca de 50 dias de confinamento. Organizações palestinas exigem intervenção internacional urgente para impedir novos abusos, garantir assistência médica e proteger a dignidade das prisioneiras.

19/10/2026

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