O número de pessoas classificadas como desertoras ou em situação irregular perante o serviço militar em “Israel” chegou a 110 mil, contra 75 mil no início de 2026, segundo informações divulgadas pelo canal israelense Kan. O aumento ocorre em meio à ampliação das convocações para o serviço obrigatório.
De acordo com estimativas militares, cerca de 80% dos convocados em situação irregular são judeus ultraortodoxos (haredim), que resistem ao alistamento por motivos religiosos. Apesar de decisões da Suprema Corte exigindo o cumprimento da lei, as autoridades realizaram poucas prisões, e uma grande operação policial foi cancelada por divergências entre a polícia e o Exército.
Os haredim representam aproximadamente 13% da população israelense e, durante décadas, receberam adiamentos do serviço militar para estudar a Torá. Em junho de 2024, a Suprema Corte determinou o fim dessa isenção generalizada, aprofundando as tensões políticas e religiosas em torno do recrutamento obrigatório.
19/10/2026











