Ataques coordenados por forças militares estadunidenses e israelenses resultaram na destruição total de uma sinagoga em Teerã na manhã de 7 de abril de 2026. O impacto ocorreu após um projétil atingir um edifício residencial vizinho, provocando danos severos à estrutura religiosa e a construções adjacentes.
Imagens divulgadas por meios de comunicação iranianos mostram equipes de resgate atuando entre os escombros, enquanto livros em hebraico permanecem espalhados pelo chão, evidenciando a extensão da destruição. De acordo com a agência Mehr, as características urbanas da área, marcadas por ruas estreitas e edificações densamente distribuídas, ampliaram o alcance dos danos, comprometendo tanto o interior quanto o exterior de prédios vizinhos.
Em vídeo publicado pela emissora estatal IRIB, o representante da comunidade judaica no parlamento iraniano, Homayoun Sameh, atribuiu responsabilidade direta a Israel pelo ataque. “O regime sionista não teve misericórdia desta comunidade durante os feriados judaicos e atacou uma de nossas sinagogas antigas e sagradas”, declarou. Ele acrescentou: “Infelizmente, durante esse ataque, o prédio da sinagoga foi completamente destruído e nossos rolos da Torá ficaram sob os escombros”.
O judaísmo é oficialmente reconhecido como religião minoritária no Irã, que abriga uma das mais antigas comunidades judaicas do Oriente Médio. O jornal Shargh descreveu a Sinagoga Rafi-Nia como “um dos lugares mais importantes para os judeus de Khorasan se reunirem e celebrarem”, destacando seu valor histórico e comunitário.
A escalada militar também atingiu outras localidades. Segundo a agência Mehr, seis corpos foram retirados dos escombros na cidade de Pardis, a leste de Teerã. Autoridades locais informaram ainda que nove pessoas morreram após um ataque aéreo israelense atingir um bairro residencial em Shahriar, na região oeste da província de Teerã.
07/04/2026











