O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, perdeu o poder em uma eleição acirrada. Seu partido, o Fidesz, ficou atrás do partido de oposição Tisza, liderado por Péter Magyar, pondo fim a 16 anos de governo de extrema direita. O resultado representa uma grande mudança política na Europa, com implicações globais, especialmente para aliados como Benjamin Netanyahu e Donald Trump.
O partido de Péter Magyar conquistou 138 das 199 cadeiras parlamentares, garantindo uma maioria de dois terços e o poder de começar a desmantelar grande parte do sistema político consolidado de Orbán. A derrota de Orbán ocorreu após anos de estagnação econômica, escândalos de corrupção e crescente indignação pública com seu estilo autoritário de governo.
Para Israel, a saída de Orbán é vista como especialmente prejudicial porque ele era, sem dúvida, o parceiro mais confiável de Netanyahu dentro da UE. A Hungria rompeu repetidamente com o resto do bloco em relação a Israel, inclusive recusando-se a juntar-se aos outros 26 ministros das Relações Exteriores da UE no apelo por um cessar-fogo em Gaza.
13/04/2026











